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Teatros e Espetáculos

Sábado, 30 de maio

BREVIÁRIO: ADIO, KERIDA

São Paulo - SP

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Sobre o evento

Monólogo revive a violência contra a mulher dos tempos da Inquisição Atriz Thaís Klarge interpreta uma cristã-nova prisioneira nas masmorras inquisitoriais em Lisboa, em texto escrito e dirigido por Ruy Jobim Neto “Adio, Kerida” é uma antiga canção medieval de autoria anônima, sempre entoada em ladino (judeu espanhol) e que dá título ao espetáculo “Breviário: Adio, Kerida”, drama ambientado na Lisboa do final do século 17, interpretado pela atriz Thaís Klarge, com texto e direção de Ruy Jobim Neto. A peça, que pré-estreou em novembro de 2025, na sala Hilda Hilst da SP Escola de Teatro, durante o festival Satyrianas, em São Paulo, agora chega às salas e aos palcos para ser apresentada a pequenas plateias em espaços alternativos e intimistas. Na trama, Isabel, uma jovem cristã-nova nascida em Pernambuco, está há algum tempo aprisionada nas masmorras da Inquisição Portuguesa, em Lisboa e se vê às voltas com o rigor e a violência dessa instituição católica que condenou centenas de milhares de pessoas ao degredo, ao garrote ou à fogueira por quase três séculos (de 1536 a 1821). Sozinha em sua cela, Isabel precisa entender os motivos pelos quais foi presa e levada do Brasil a Portugal para ser interrogada e julgada, na desesperada tentativa de remontar sua vida e encontrar, em suas memórias de moça o momento em que cometeu o seu grave crime: o de existir. Escrita em 2024 como “Adio, Querida” por Ruy Jobim Neto, para a atriz piauiense Nanda Souza, a peça ganhou, em sua versão paulistana, o prenome “breviário” em homenagem às criações cênicas do diretor teatral Heron Coelho (encenador de breviários como “Gota d’Água”, que deu o Prêmio Shell à atriz Georgette Fadel e “Calabar”, ambos os espetáculos sobre textos de Chico Buarque). No caso do “Breviário: Adio, Kerida”, a ideia do autor (que também dirige a montagem) era retratar uma personagem feminina em seus estertores, numa situação praticamente sem saída, pois a Inquisição sempre processava seus prisioneiros e jamais os absolvia. Todos eram condenados, ou à morte ou ao degredo. “Não havia saída para ninguém, e é isso o que Isabel vai perceber”, destaca o diretor. Dividindo a cena com a compositora e multi-instrumentista Dione Soares, que interpreta música ao vivo no espetáculo, Thaís Klarge dá vida a Isabel com toda a ferocidade, a ironia e a solidão que a personagem exige, em meio a uma iluminação que busca o chiaroscuro de fortes contrastes do período barroco, tendo sido concebida pelo experiente designer Agnaldo Nicoleti, cujo jogo de luz dialoga com Isabel ao longo do espetáculo, com a sua própria dinâmica e é praticamente outro personagem em cena. A preparação corporal das ações e danças que Thaís Klarge executa em cena passou pela sensibilidade das ideias, mãos e pés de Rebeca Gequità, uma artista muito atuante no circuito alternativo da cena paulistana e que, como a intérprete em cena, também dança. O figurino que Thaís exibe em cena foi concebido pela própria atriz, com retoques de Rebeca e ambas trouxeram para a cena diversas soluções práticas e simbólicas que elucidaram momentos, solucionaram pontos sensíveis do texto e deram muita força à encenação. A produção do “Breviário: Adio, Kerida” ficou por conta de Jess Rezende que, inclusive, trouxe para o espetáculo a criação do figurino que Dione Soares veste ao compor um menestrel atemporal, enquanto interpreta a partitura musical do espetáculo e entoa, em um ponto chave do espetáculo, um canto gregoriano. Com formação em Cinema pela USP, Ruy Jobim Neto é autor de textos que mergulham em séculos passados para discutir e buscar porque somos como somos e elucidar o presente brasileiro, como em suas peças “Do Claustro” (ganhadora do Prêmio Usiminas/Sinparc 2013 de Melhor Texto, sob a montagem de Fernando Couto e Caio César em Belo Horizonte) e o monólogo “Maria Vai” (dirigido por Arimatéia Bispo, para o Cotjoc, de Teresina, Piauí, vencedor de quatro prêmios, entre eles o Troféu Em Cena de Melhor Texto, em 2024). O “Breviário: Adio, Kerida” tem inspiração nos livros da professora Anita Novinsky, da USP que, tendo sido aluna do historiador Sergio Buarque de Holanda, mergulhou na História dos cristãos-novos (descendentes de judeus convertidos à força ao catolicismo em 1497, durante o reino de D. Manuel I), bem como na obra de Ronaldo Vainfas, professor da UFF de Niterói, grande especialista e autor de diversos livros sobre a Inquisição no Brasil. Ficha Técnica: Atuação: Thaís Klarge Música ao vivo: Dione Soares Design e operação de som: Agnaldo Nicoleti Preparação corporal e assistência de direção: Rebeca Gequità Cartaz: Faoza Fotos: Maggin Torres Direção de produção: Jess Rezende Texto e direção: Ruy Jobim Neto

Dia e horário

Sábado, 30 de maio de 2026 às 20:00

Como chegar

NAP Núcleo de Artes Paulista
Rua Camilo919
Vila Romana, São Paulo - SP

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Organizado por

Ruy Jobim Neto