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Sábado, 21 de março

O Amor é Fodid*

São Paulo - SP

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Sobre o evento

TEATRO MANÁS LABORATÓRIO RECEBE A COMPANHIA JOÃO GARCIA MIGUEL COM O ESPETÁCULO "O AMOR É FODIDO", DE PORTUGALSinopseO que propomos é uma obra que trate do amor com todas as peças — uma espécie de Romeu e Julieta contemporâneo em que os amantes se enganam reciprocamente suicidando-se para o amor, continuando apesar de tudo: vivos. Há uma resistência, uma vontade de se começar o que ainda não se começou. O amor dá muito trabalho e perdura até ao dia da nossa morte.Há uma vontade de rir e de nos divertirmos com a vida. Com tudo o que dói e tudo o que nos alegra. Preparem-se as ferramentas.Digam-se coisas. Fale-se incessantemente do amor. Quando chegar o momento, deixaremos de ser homens e mulheres. Seremos apenas seres fodidos. Reconheceremos o nada e tudo o que somos. Desesperados por recomeçar.Forçamos a inteligência com as habilidades do amor até que o amor se foda. A inteligência começará então a desaparecer. Mas voltaremos a insistir, afinal somos amorosos e humanos. Há momentos em que parece que quase vemos.Depois continuamos cegos.As obras literárias por um estranho fascínio que as recobrem tornam-se mitos, perduram no tempo e vão-nos falando. Em direto e em diferido. Falam com aqueles que as leem e com os outros que nada sabem delas porque apenas ouviram dizer. As obras mais atraentes e enganadoras são aquelas que se apresentam como testemunhos íntegros e insuspeitos que lhes dão um valor de certeza definitiva. Os autores, os sofredores dos factos, limitam-se a descrevê-los tal como nós os teríamos vivido. Parece que somos atirados de corpo e mente para dentro daquilo que foi feito e que agora nos é narrado. Levam-nos a acreditar que estamos ali. Somos o actor e afinal estamos vivos. Há uma completa identificação. É o caso da obra: O Amor É Fodido do Miguel Esteves Cardoso. É um livro de uma época e de um estranho personagem que por lá sobreviveu. Todos lá estivemos e por lá vivemos: no amor e no que no amor nos fode.Qual é, então, a vantagem, de o contar de novo? Ou de o vestir de novo? O autor diz-nos que há algo de sinistro numa mulher que só usa roupa uma vez. Como haverá, dizemos nós, algo de identicamente sinistro em vestir sempre a mesma roupa. É igual com o amor. Há algo de pecaminoso em vestir-nos de amor uma vez e de novamente repetir a dose. Ao entrar para dentrodo círculo amoroso fica-se marcado para a vida.Quem lhe experimenta o sabor percebe que a coisa vai correr bem e surpreende-se depois: mas afinal a coisa pode correr assim tão mal? Quando o abismo chega pergunta-se: porque é que nos fodemos com o amor? Porque não resistimos. É do mal que nos faz. E já agora do bem que nos deu. Parece estar mesmo a pedir.E o que é que nos pede o amor? Pede que algo em nós se mostre: o mostrengo que se esconde e habita nas profundezas. Pede ao monstro que saia. O amor pede que essa parte de cada um de nós se mostre e em simultâneo se esconda.É por isso que o amor é fodido. Tudo o que não resistimos de mostrar através do amor tem logo de seguida necessidade de se esconder. As testemunhas, os documentos, os gestos, os traços, as cicatrizes, as lágrimas e os sorrisos obscurecem o amor, pois tudo o que fazemos são estratégias para o disfarçar e foder.Encolhemos o rabo para esconder tesão. Quem nunca? Ou interrompemos a coisa e fazemos uma pausa para falar da lista das compras.Vamos ficando cegos. E continuamos.João Garcia MiguelO AMOR É FODIDOFicha TécnicaTexto: Miguel Esteves CardosoAdaptação, encenação, espaço cênico e interpretação: João Garcia MiguelDireção executiva: Suzana DurãoDireção técnica: Bernardo Santo TirsoFigurino: Rute Osório de CastroFotografia: Mário Rainha CamposAssistência de direção: Paulo Oliveira, Gustavo AntunesApoio à Direcção Artística: Ademir Emboava, Ramadane Matusse Produção: Janice MayamonaApoio Técnico: Léo EmílioContabilidade: Irene GasparComunicação e Design Gráfico: Natacha VenturaComunicação Digital: Miguel Durão HilárioRegisto em vídeo: Bruno CanasCostureira: Teresa MatosAssessoria de imprensa: Canal Aberto - Márcia Marques, Daniele Valério e Carina Bordalo  SERVIÇOO AMOR É FODIDO com a Companhia João Garcia Miguel25 de fevereiro a 01º de março de 2026 e 18 a 29 de março de 2026quarta a sábado, às 21h e domingo às 18h TEATRO MANÁS LABORATÓRIO RECEBE A COMPANHIA JOÃO GARCIA MIGUEL COM O ESPETÁCULO "O AMOR É FODIDO", DE PORTUGAL O AMOR É FODIDO Sinopse O que propomos é uma obra que trate do amor com todas as peças — uma espécie de Romeu e Julieta contemporâneo em que os amantes se enganam reciprocamente suicidando-se para o amor, continuando apesar de tudo: vivos. Há uma resistência, uma vontade de se começar o que ainda não se começou. O amor dá muito trabalho e perdura até ao dia da nossa morte. Há uma vontade de rir e de nos divertirmos com a vida. Com tudo o que dói e tudo o que nos alegra. Preparem-se as ferramentas. Digam-se coisas. Fale-se incessantemente do amor. Quando chegar o momento, deixaremos de ser homens e mulheres. Seremos apenas seres fodidos. Reconheceremos o nada e tudo o que somos. Desesperados por recomeçar. Forçamos a inteligência com as habilidades do amor até que o amor se foda. A inteligência começará então a desaparecer. Mas voltaremos a insistir, afinal somos amorosos e humanos. Há momentos em que parece que quase vemos. Depois continuamos cegos. As obras literárias por um estranho fascínio que as recobrem tornam-se mitos, perduram no tempo e vão-nos falando. Em direto e em diferido. Falam com aqueles que as leem e com os outros que nada sabem delas porque apenas ouviram dizer. As obras mais atraentes e enganadoras são aquelas que se apresentam como testemunhos íntegros e insuspeitos que lhes dão um valor de certeza definitiva. Os autores, os sofredores dos factos, limitam-se a descrevê-los tal como nós os teríamos vivido. Parece que somos atirados de corpo e mente para dentro daquilo que foi feito e que agora nos é narrado. Levam-nos a acreditar que estamos ali. Somos o actor e afinal estamos vivos. Há uma completa identificação. É o caso da obra: O Amor É Fodido do Miguel Esteves Cardoso. É um livro de uma época e de um estranho personagem que por lá sobreviveu. Todos lá estivemos e por lá vivemos: no amor e no que no amor nos fode. Qual é, então, a vantagem, de o contar de novo? Ou de o vestir de novo? O autor diz-nos que há algo de sinistro numa mulher que só usa roupa uma vez. Como haverá, dizemos nós, algo de identicamente sinistro em vestir sempre a mesma roupa. É igual com o amor. Há algo de pecaminoso em vestir-nos de amor uma vez e de novamente repetir a dose. Ao entrar para dentro do círculo amoroso fica-se marcado para a vida. Quem lhe experimenta o sabor percebe que a coisa vai correr bem e surpreende-se depois: mas afinal a coisa pode correr assim tão mal? Quando o abismo chega pergunta-se: porque é que nos fodemos com o amor? Porque não resistimos. É do mal que nos faz. E já agora do bem que nos deu. Parece estar mesmo a pedir. E o que é que nos pede o amor? Pede que algo em nós se mostre: o mostrengo que se esconde e habita nas profundezas. Pede ao monstro que saia. O amor pede que essa parte de cada um de nós se mostre e em simultâneo se esconda. É por isso que o amor é fodido. Tudo o que não resistimos de mostrar através do amor tem logo de seguida necessidade de se esconder. As testemunhas, os documentos, os gestos, os traços, as cicatrizes, as lágrimas e os sorrisos obscurecem o amor, pois tudo o que fazemos são estratégias para o disfarçar e foder. Encolhemos o rabo para esconder tesão. Quem nunca? Ou interrompemos a coisa e fazemos uma pausa para falar da lista das compras. Vamos ficando cegos. E continuamos. João Garcia Miguel O AMOR É FODIDO Ficha Técnica Texto: Miguel Esteves Cardoso Texto: Miguel Esteves Cardoso Adaptação, encenação, espaço cênico e interpretação: João Garcia Miguel Adaptação, encenação, espaço cênico e interpretação: João Garcia Miguel Direção executiva: Suzana Durão Direção executiva: Suzana Durão Direção técnica: Bernardo Santo Tirso Direção técnica: Bernardo Santo Tirso Figurino: Rute Osório de Castro Figurino: Rute Osório de Castro Fotografia: Mário Rainha Campos Fotografia: Mário Rainha Campos Assistência de direção: Paulo Oliveira, Gustavo Antunes Assistência de direção: Paulo Oliveira, Gustavo Antunes Apoio à Direcção Artística: Ademir Emboava, Ramadane Matusse Apoio à Direcção Artística: Ademir Emboava, Ramadane Matusse Produção: Janice Mayamona Produção: Janice Mayamona Apoio Técnico: Léo Emílio Apoio Técnico: Léo Emílio Contabilidade: Irene Gaspar Contabilidade: Irene Gaspar Comunicação e Design Gráfico: Natacha Ventura Comunicação e Design Gráfico: Natacha Ventura Comunicação Digital: Miguel Durão Hilário Comunicação Digital: Miguel Durão Hilário Registo em vídeo: Bruno Canas Registo em vídeo: Bruno Canas Costureira: Teresa Matos Costureira: Teresa Matos Assessoria de imprensa: Canal Aberto - Márcia Marques, Daniele Valério e Carina Bordalo Assessoria de imprensa: Canal Aberto - Márcia Marques, Daniele Valério e Carina Bordalo SERVIÇO O AMOR É FODIDO com a Companhia João Garcia Miguel 25 de fevereiro a 01º de março de 2026 e 18 a 29 de março de 2026 quarta a sábado, às 21h e domingo às 18h

Dia e horário

Sábado, 21 de março de 2026 às 21:00

Como chegar

Teatro Manás Laboratório
Rua Treze de Maio222
Bela Vista, São Paulo - SP

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Manás Laboratório de Dramaturgia