Sobre o evento
Vitrine Musical UNIRIO apresenta CONCERTO EM HOMENAGEM AO CENTENÁRIO DE NASCIMENTO DA COMPOSITORA E PROFESSORA ESTHER SCLIAR (1926-1978)19 de setembro de 2026, sábado, às 15h no Teatro do CCJF-RJ
Vitrine Musical UNIRIO apresenta CONCERTO EM HOMENAGEM AO CENTENÁRIO DE NASCIMENTO DA COMPOSITORA E PROFESSORA ESTHER SCLIAR (1926-1978)
Programa
ESTUDO Nº 1 PARA VIOLÃO Fabio Adour, violãoSONATA PARA PIANO José Wellington, pianoSONATA PARA FLAUTA E PIANO Vinicius Marinho, flautaPablo Panaro, pianoTRIO IMBRICATA, flauta, oboé e piano Vinicius Marinho, flautaRian Camilo, oboéPablo Panaro, pianoMOVIMENTO PARA QUARTETO Tamara Barquette, violino 1Leonardo Fantini, violino 2Bernardo Fantini, violaNayara Tamarozi, celloLUA, LUA, LUA (texto: Lucia Candeill, música: Ester Scliar)TIRIDUM DAS PROFECIAS (texto: Leopoldo Fróes, música: Esther Scliar)PACHAMAMA (Morivo Inca, arranjo: Esther Scliar)MARACATU ELEFANTE (Capiba, arranjo: Esther Scliar)Coral Ermano Soares de SáLuiz Carlos Peçanha, RegenteSoprano: Ana Laura Paz, Cristiane Biasoli, Daniela Santos, Raíssa VitolaContralto: Danuza Moisés, Isabel Rios, Sandra Hochmann, Sandra LeiteTenor: Arthur Miranda, Arthur Schieck, Dan GassBaixo: Breno Melo, Caio Sousa, Luan Morete, Pedro de Sá
Baixo: Breno Melo, Caio Sousa, Luan Morete, Pedro de Sá
Talvez não tenha ainda sido devidamente avaliada a importância do
papel de Esther Scliar no desenvolvimento da música brasileira. Para
ela, viver era fazer música. Concentrava todas as suas energias
nessa atividade. Mas tinha também uma preocupação especial para
com a realidade cultural brasileira, como um todo. Esther
tinha uma visão inovadora do aproveitamento do folclore, sem
abandonar as técnicas de composição cultas. Costumava dizer: “O
folclore brasileiro é um dos mais ricos do mundo; mas é preciso
saber combinar dialeticamente a matéria-prima brasileira com a
formação inovadora e vanguardista da arte. Este é um problema
fundamental”. Em várias de suas obras corais vemos uma intensa
ligação com o rico material nordestino, como é o caso,
especialmente, da peça Toada de gabinete (1976), sobre
motivos de violeiros da Paraíba. Outro bom exemplo é Ofulu-Lorerê-Ê
(1974), sobre canto de Oxalá, do candomblé baiano. Podemos também
citar Beira-Mar (1953), sobre um ponto de macumba. Esther
gostava muito de escrever para coral, com base na sua experiência
como regente de coro em Porto Alegre, nos anos de 1950. Escreveu
poucas obras instrumentais, algumas incompletas. As principais são:
Imbricata (1976), Intermorfoses (1977), Sonata para piano (1961) e
Estudo n 1 para violão (1976). Fez também música para cinema e
teatro. Esther
teve também uma ativa participação nos movimentos de vanguarda
musical. Tive a oportunidade de assistir várias Bienais de Música
Contemporânea, na Sala Cecília Meireles. Nessas ocasiões,
costumava dizer: “O novo pelo novo, gratuitamente, os efeitos pelos
efeitos, não me interessam se a obra não tiver um conteúdo e uma
estrutura firmes. Do contrário, elas logo perderão o interesse”. Ela
sempre se manifestava contrária à utilização da semiologia nos
estudos de análise musical, pois tinha a convicção de que a música
é uma arte destituída de significados. Considerava
muito importante a exploração da música no campo da
eletroacústica, apesar de ter verdadeiro pavor de lidar com
máquinas. Estudou muito as compositoras Vânia Dantas Leite e
Marlene Fernandes a criar uma sistematização da música
eletroacústica. Esther
não se restringiu à composição. Grande parte da sua preocupação
era com a educação musical, onde detectava deficiências
primordiais. Resolveu, então, criar um sistema, o mais completo,
rico, criativo e básico da teoria e análise musical, buscando
abranger todos os estilos de várias épocas,
sem nunca esquecer de dedicar uma parte à música brasileira.
(Felícia Wang)
Talvez não tenha ainda sido devidamente avaliada a importância do
papel de Esther Scliar no desenvolvimento da música brasileira. Para
ela, viver era fazer música. Concentrava todas as suas energias
nessa atividade. Mas tinha também uma preocupação especial para
com a realidade cultural brasileira, como um todo.
Esther
tinha uma visão inovadora do aproveitamento do folclore, sem
abandonar as técnicas de composição cultas. Costumava dizer: “O
folclore brasileiro é um dos mais ricos do mundo; mas é preciso
saber combinar dialeticamente a matéria-prima brasileira com a
formação inovadora e vanguardista da arte. Este é um problema
fundamental”. Em várias de suas obras corais vemos uma intensa
ligação com o rico material nordestino, como é o caso,
especialmente, da peça
Toada de gabinete
(1976), sobre
motivos de violeiros da Paraíba. Outro bom exemplo é
Ofulu-Lorerê-Ê
(1974), sobre canto de Oxalá, do candomblé baiano. Podemos também
citar
Beira-Mar
(1953), sobre um ponto de macumba.
Esther
gostava muito de escrever para coral, com base na sua experiência
como regente de coro em Porto Alegre, nos anos de 1950. Escreveu
poucas obras instrumentais, algumas incompletas. As principais são:
Imbricata (1976), Intermorfoses (1977), Sonata para piano (1961) e
Estudo n 1 para violão (1976). Fez também música para cinema e
teatro.
Esther
teve também uma ativa participação nos movimentos de vanguarda
musical. Tive a oportunidade de assistir várias Bienais de Música
Contemporânea, na Sala Cecília Meireles. Nessas ocasiões,
costumava dizer: “O novo pelo novo, gratuitamente, os efeitos pelos
efeitos, não me interessam se a obra não tiver um conteúdo e uma
estrutura firmes. Do contrário, elas logo perderão o interesse”.
Ela
sempre se manifestava contrária à utilização da semiologia nos
estudos de análise musical, pois tinha a convicção de que a música
é uma arte destituída de significados.
Considerava
muito importante a exploração da música no campo da
eletroacústica, apesar de ter verdadeiro pavor de lidar com
máquinas. Estudou muito as compositoras Vânia Dantas Leite e
Marlene Fernandes a criar uma sistematização da música
eletroacústica.
Esther
não se restringiu à composição. Grande parte da sua preocupação
era com a educação musical, onde detectava deficiências
primordiais. Resolveu, então, criar um sistema, o mais completo,
rico, criativo e básico da teoria e análise musical, buscando
abranger todos os estilos de várias
épocas,
sem nunca
esquecer de dedicar uma parte à música brasileira.
(Felícia Wang)
Dia e horário
Sábado, 19 de setembro de 2026 às 15:00
Como chegar
Centro Cultural Justiça Federal
Avenida Rio Branco241
Centro, Rio de Janeiro - RJ
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Organizado por
Sérgio Barrenechea
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