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Imagem do Espetáculo "Quem estava lá quando você chorou?"
Teatros e Espetáculos

12 de ago a 23 de ago

Espetáculo "Quem estava lá quando você chorou?"

Belo Horizonte - MG

Imagem do Espetáculo "Quem estava lá quando você chorou?"

Sobre o evento

Quem estava lá quando você chorou? Atuação e dramaturgia: Fabiane Aguiar Direção: Marcelo do Vale Sinopse Uma mulher tenta contar uma história. Entre fragmentos de memória, rupturas e estados de exaustão, o espetáculo acompanha um corpo atravessado por uma experiência que desloca radicalmente o que se imaginava como vida possível. Partindo da vivência da maternidade, a cena se constrói sem recorrer à narrativa linear, transitando entre o real e o onírico, onde o descanso se torna impossível e o tempo deixa de avançar para passar a rondar. “Quem estava lá quando você chorou” é um solo sobre vigília, solidão e permanência. Aquilo que continua, mesmo quando não há mais possibilidade de retorno. Uma mulher tenta contar uma história. Entre fragmentos de memória, rupturas e estados de exaustão, o espetáculo acompanha um corpo atravessado por uma experiência que desloca radicalmente o que se imaginava como vida possível. Partindo da vivência da maternidade, a cena se constrói sem recorrer à narrativa linear, transitando entre o real e o onírico, onde o descanso se torna impossível e o tempo deixa de avançar para passar a rondar. “Quem estava lá quando você chorou” é um solo sobre vigília, solidão e permanência. Aquilo que continua, mesmo quando não há mais possibilidade de retorno. Sobre o espetáculo O espetáculo nasce de uma experiência autobiográfica atravessada pela maternidade, e mais especificamente pela vivência de maternar uma criança com deficiência. No entanto, busca construir uma linguagem cênica que amplia essa experiência para além do campo individual. A dramaturgia se organiza a partir da falha: a tentativa de narrar que não se sustenta, a repetição de ações interrompidas, a impossibilidade de descanso. O corpo em cena transita entre estados (da anestesia ao alerta, do sonho à guerra) revelando uma existência que já não se reorganiza dentro de parâmetros conhecidos. Ao abordar a maternidade a partir de suas fraturas — e não de sua idealização — o espetáculo cria pontos de contato com diferentes experiências maternas, convidando o público a reconhecer, em níveis diversos, os atravessamentos do cuidado, da exaustão e da permanência. A encenação articula elementos do teatro físico, da performance e do teatro de implicação, criando uma experiência que desloca o espectador da posição de observador para um lugar de testemunho. O espetáculo nasce de uma experiência autobiográfica atravessada pela maternidade, e mais especificamente pela vivência de maternar uma criança com deficiência. No entanto, busca construir uma linguagem cênica que amplia essa experiência para além do campo individual. A dramaturgia se organiza a partir da falha: a tentativa de narrar que não se sustenta, a repetição de ações interrompidas, a impossibilidade de descanso. O corpo em cena transita entre estados (da anestesia ao alerta, do sonho à guerra) revelando uma existência que já não se reorganiza dentro de parâmetros conhecidos. Ao abordar a maternidade a partir de suas fraturas — e não de sua idealização — o espetáculo cria pontos de contato com diferentes experiências maternas, convidando o público a reconhecer, em níveis diversos, os atravessamentos do cuidado, da exaustão e da permanência. A encenação articula elementos do teatro físico, da performance e do teatro de implicação, criando uma experiência que desloca o espectador da posição de observador para um lugar de testemunho. Ao trazer para o centro da cena a experiência da maternidade (especialmente no contexto das mães de pessoas com deficiência) o espetáculo contribui para a ampliação de narrativas ainda pouco representadas nas artes cênicas. E dessa forma, o trabalho procura deslocar essa temática para um campo mais amplo, onde a experiência do cuidado e da ruptura pode ser reconhecida por diferentes públicos. Em um contexto social que ainda romantiza a maternidade e invisibiliza suas camadas mais complexas, “Quem estava lá quando você chorou” propõe uma escuta sensível e não conciliatória, sustentando o incômodo como parte fundamental da experiência. “Quem estava lá quando você chorou” é uma experiência cênica sobre aquilo que permanece quando tudo o que era esperado se rompe. Ao trazer para o centro da cena a experiência da maternidade (especialmente no contexto das mães de pessoas com deficiência) o espetáculo contribui para a ampliação de narrativas ainda pouco representadas nas artes cênicas. E dessa forma, o trabalho procura deslocar essa temática para um campo mais amplo, onde a experiência do cuidado e da ruptura pode ser reconhecida por diferentes públicos. Em um contexto social que ainda romantiza a maternidade e invisibiliza suas camadas mais complexas, “Quem estava lá quando você chorou” propõe uma escuta sensível e não conciliatória, sustentando o incômodo como parte fundamental da experiência. “Quem estava lá quando você chorou” é uma experiência cênica sobre aquilo que permanece quando tudo o que era esperado se rompe.

Dia e horário

De: Quarta, 12 de agosto de 2026 às 20:30

Até: Domingo, 23 de agosto de 2026 às 19:30

Como chegar

Funarte MG
Rua Januária68
Centro, Belo Horizonte - MG

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Organizado por

Fabiane Souza Aguiar Michel