Sobre o evento
LABORATÓRIO AUTORAL - O POTENCIAL DO DOCUMENTO COMO DISPOSITIVO DE CRIAÇÃO (COM JANAINA LEITE)CARGA HORÁRIA: 16 HORASDia 7/8 das 14 às 18h;dias 8 e 9/8 das 10 às 13h e das 14 às 17hLOCAL: ALFAIATARIA ESPAÇO DE ARTES (Rua Riachuelo, 274, Centro - Curitiba-PR)SINOPSE: O documento é mudo até que se lhe faça uma pergunta. A frase de Paul Ricoeur nos provoca a pensar o real não como algo dado, mas como algo que responde a chamados. Entender essa condição viva do documento, entendê-lo forma relacional muito mais do que historicizante, nos coloca diante dos riscos, do imprevisível, da mobilidade dos jogos de ressignificação que o documento propõe. Dessa forma, mais do que registro, prova, monumento do vivido, o documento passa a ser disparador para as irrupções do real, do acaso, de produção de novas experiências. O oficina é totalmente dedicado aos processos autorais dos participantes de forma a explorar o repertório pessoal de cada um, sua constelação de referências e materiais, seus documentos e arquivos de forma a constituir um “campo simbólico” que possam ser acionados por dispositivos de criação que configurem um projeto artístico. Noções empregadas no módulo anterior como “performatividade”, “programa”, “depoimento”, “autoficção”, “limites da representação” são revisitados e problematizados à luz de cada experiência autoral. Nos encontros, os participantes se revezam na exposição de seus processos e recebem os retornos da orientadora e dos participantes aumentando o campo de referências e aprofundando as possibilidades formais de cada trabalho.PÚBLICO ALVO: Para artistas iniciantes ou experientes, artistas da cena em qualquer fase de sua trajetória e profissionais de várias áreas que lidam com a palavra e que queiram trabalhar em campo expandido.MINI BIO: JANAINA LEITEJanaina Leite é atriz, diretora, dramaturga e pós-doutora pela Escola de Comunicação e Artes da USP. Nos últimos anos, em trabalhos como Stabat Mater, Camming 101 Noites e História do Olho - um conto de fadas pornô noir, vem pesquisando as relações entre teatro e pornografia, interessando-se especialmente por linguagens híbridas e pela perspectiva ob-cena, que aproxima teatro e performance, arte e vida, explorando as fronteiras difusas entre práticas artísticas e antropológicas. Seu último trabalho, Deeper, é uma experiência imersiva em realidade virtual, na qual investiga o universo digital e os estados dissociativos de consciência em situações-limite. A pesquisa deu origem também à palestra performance O corpo material e imaterial em suas borderlines apresentada no Brasil, Chile e Portugal. Aliando teoria e prática, publicou, em 2014, pela Editora Perspectiva, o livro Autoescrituras Performativas: do Diário à Cena e, em 2025, lançou O Feminino e a Abjeção - Ensaios sobre a (Ob)cena Contemporânea pela Annablume. Seus trabalhos já foram apresentados em países como França, Espanha, Portugal, Chile, Bélgica, México, Holanda e Alemanha. Desenvolve agora o projeto inédito A caixa preta ou how to hide the turtle” sobre morte e imagem na era digital.INSCRIÇÕES: 15 vagas. Valor simbólico de R$ 30,00 (3 vagas reservadas para pessoas pretas, indígenas e/ou LGBTQIA+ com isenção da taxa).Formulário de inscrição para bolsistas: https://forms.gle/EPsR5VdvB9su4cJfA
LABORATÓRIO AUTORAL - O POTENCIAL DO DOCUMENTO COMO DISPOSITIVO DE CRIAÇÃO (COM JANAINA LEITE)
LABORATÓRIO AUTORAL - O POTENCIAL DO DOCUMENTO COMO DISPOSITIVO DE CRIAÇÃO (
COM JANAINA LEITE)
CARGA HORÁRIA: 16 HORAS
Dia 7/8 das 14 às 18h;
dias 8 e 9/8 das 10 às 13h e das 14 às 17h
LOCAL: ALFAIATARIA ESPAÇO DE ARTES (Rua Riachuelo, 274, Centro - Curitiba-PR)
SINOPSE: O documento é mudo até que se lhe faça uma pergunta. A frase de Paul Ricoeur nos provoca a pensar o real não como algo dado, mas como algo que responde a chamados. Entender essa condição viva do documento, entendê-lo forma relacional muito mais do que historicizante, nos coloca diante dos riscos, do imprevisível, da mobilidade dos jogos de ressignificação que o documento propõe. Dessa forma, mais do que registro, prova, monumento do vivido, o documento passa a ser disparador para as irrupções do real, do acaso, de produção de novas experiências. O oficina é totalmente dedicado aos processos autorais dos participantes de forma a explorar o repertório pessoal de cada um, sua constelação de referências e materiais, seus documentos e arquivos de forma a constituir um “campo simbólico” que possam ser acionados por dispositivos de criação que configurem um projeto artístico. Noções empregadas no módulo anterior como “performatividade”, “programa”, “depoimento”, “autoficção”, “limites da representação” são revisitados e problematizados à luz de cada experiência autoral. Nos encontros, os participantes se revezam na exposição de seus processos e recebem os retornos da orientadora e dos participantes aumentando o campo de referências e aprofundando as possibilidades formais de cada trabalho.
PÚBLICO ALVO: Para artistas iniciantes ou experientes, artistas da cena em qualquer fase de sua trajetória e profissionais de várias áreas que lidam com a palavra e que queiram trabalhar em campo expandido.
MINI BIO: JANAINA LEITE
Janaina Leite é atriz, diretora, dramaturga e pós-doutora pela Escola de Comunicação e Artes da USP. Nos últimos anos, em trabalhos como Stabat Mater, Camming 101 Noites e História do Olho - um conto de fadas pornô noir, vem pesquisando as relações entre teatro e pornografia, interessando-se especialmente por linguagens híbridas e pela perspectiva ob-cena, que aproxima teatro e performance, arte e vida, explorando as fronteiras difusas entre práticas artísticas e antropológicas. Seu último trabalho, Deeper, é uma experiência imersiva em realidade virtual, na qual investiga o universo digital e os estados dissociativos de consciência em situações-limite. A pesquisa deu origem também à palestra performance O corpo material e imaterial em suas borderlines apresentada no Brasil, Chile e Portugal. Aliando teoria e prática, publicou, em 2014, pela Editora Perspectiva, o livro Autoescrituras Performativas: do Diário à Cena e, em 2025, lançou O Feminino e a Abjeção - Ensaios sobre a (Ob)cena Contemporânea pela Annablume. Seus trabalhos já foram apresentados em países como França, Espanha, Portugal, Chile, Bélgica, México, Holanda e Alemanha. Desenvolve agora o projeto inédito A caixa preta ou how to hide the turtle” sobre morte e imagem na era digital.
INSCRIÇÕES: 15 vagas. Valor simbólico de R$ 30,00 (3 vagas reservadas para pessoas pretas, indígenas e/ou LGBTQIA+ com isenção da taxa).
Formulário de inscrição para bolsistas: https://forms.gle/EPsR5VdvB9su4cJfA
Dia e horário
De: Sexta, 07 de agosto de 2026 às 14:00
Até: Domingo, 09 de agosto de 2026 às 17:00
Como chegar
Alfaiataria
Rua Riachuelo274
Centro, Curitiba - PR
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